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O Concerto Silvestre da Amantikira

  • Foto do escritor: Celso Honorato Jr
    Celso Honorato Jr
  • 9 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

A Amantikira, com seu relevo montanhoso e pequenos vales verdejantes, é um palco onde a natureza rege um concerto silencioso e majestoso. A fauna, essa orquestra de criaturas selvagens, entoa melodias ancestrais que ecoam pelas montanhas, convidando-nos a uma sinfonia de descobertas.


Ao amanhecer, canários da terra, com seu canto vibrante, abre o espetáculo. Suas penas amareladas brilham como chamas, contrastando com o verde intenso da mata. Logo, o coro se intensifica com o piar dos pássaros, um festival de cores e sons que preenche o ar fresco da manhã.



Canário-da-terra
Canário-da-terra


Nas sombras da mata densa, a jaguatirica, com seus olhos espertos, espreita a presa. Seus movimentos são graciosos e silenciosos, como um bailarino em cena. A onça-parda, majestosa e imponente, observa tudo de cima, como um maestro regendo a vida selvagem.


O gato mourisco também conhecido como jaguarundi, seu nome de origem tupi, que significa jaguar escuro, esguio caminha pelas matas a procura de suas presas. A irara, também conhecida como papa mel, com sua pele dourada e preta, uma ótima nadadora e escaladora, que a torna um animal difícil de ser observado, tem um papel fundamental para o equilíbrio ecológico, por ser um animal onívoro e por capturar pequenos roedores. O macaco-prego, com sua agilidade e esperteza, salta de galho em galho, como um acrobata em pleno show.



Veado catingueiro, quati e gato-mourisco (jaguarundi)


No riacho cristalino, a lontra brinca e mergulha, exibindo sua graça e destreza. O veado catingueiro, com sua pelagem de avermelhada a marrom, esguia-se pela floresta, sempre em sentinela e em busca de alimento, com seu andar macio para passar despercebido, principalmente dos olhos e ouvidos atentos de seus predadores. A rã-de-folhas, camuflada entre a vegetação, coaxa em uníssono com o som da água corrente.

Ao entardecer, os gambás ou saruês saem em busca de comida, com sua dieta variada desempenham um papel de extrema importância para o equilíbrio ecológico, inclusive são fundamentais para a disseminação de sementes na mata.


A coruja-orelhuda, com seu olhar penetrante, observa a noite chegar, como um guardião da escuridão. O quati com seus hábitos diurnos, com sua bela pelagem e inteligência única, o que permite sua adaptação em diversos tipos de ambiente, usando suas caudas longas para equilíbrio e comunicação.


A fauna da Amantikira é um tesouro que precisa ser preservado. Cada animal, cada som, cada movimento faz parte de um espetáculo único e irrepetível. Que possamos aprender a apreciar e proteger essa sinfonia selvagem, para que as futuras gerações também possam desfrutar da beleza e da magia da Amantikira.

 
 
 

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